Chuvas favorecem plantio da soja em MS, mas excesso de água pode interromper trabalhos no campo

Mato Grosso do Sul já semeou 25% da área prevista para a safra 2026/2027, enquanto Mato Grosso e Goiás enfrentam maior irregularidade na distribuição das chuvas.


Chuvas favorecem plantio da soja em MS, mas excesso de água pode interromper trabalhos no campo Armazenamento médio de água no solo entre 14 e 19 de outubro de 2026. Fonte: INMET/SISDAGRO.


O plantio da soja na safra 2026/2027 avança em condições climáticas diferentes nos estados do Centro-Oeste. Em Mato Grosso do Sul, a umidade do solo favorece o estabelecimento das lavouras, enquanto produtores de Mato Grosso e Goiás precisam acompanhar a regularidade das chuvas para reduzir os riscos de falhas na germinação.

A análise divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) em 14 de outubro prevê chuvas entre os dias 14 e 21 de outubro, mas com distribuição irregular. O cenário combina áreas com boa disponibilidade de água no solo e outras que ainda dependem de novas precipitações para dar continuidade à semeadura.

Mato Grosso do Sul supera média histórica de plantio

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) citados no levantamento, até 9 de outubro, o plantio da soja em Mato Grosso do Sul havia alcançado 25% da área prevista para a safra. O percentual supera a média dos últimos cinco anos, de 21,8%.

A previsão indica acumulados de chuva entre 40 e 80 milímetros ao longo da semana, com possibilidade de volumes de até 100 milímetros em localidades do norte e do sul do Estado.

A umidade do solo nas principais regiões produtoras permanece favorável à germinação, à emergência e ao desenvolvimento inicial das plantas. Por outro lado, a persistência das chuvas pode interromper temporariamente a semeadura e dificultar o tráfego de máquinas nas lavouras.



Plantio da soja apresenta diferenças entre os estados

Os dados da Conab mostram ritmos diferentes de avanço da semeadura no Centro-Oeste. Enquanto Mato Grosso do Sul está acima de sua média histórica, Goiás apresenta percentual inferior ao registrado normalmente para o período.

Até 9 de outubro, os índices de plantio eram os seguintes:

  • Mato Grosso: 25,2% da área prevista.

  • Mato Grosso do Sul: 25% da área prevista.

  • Goiás: 7% da área prevista.

Em Mato Grosso, o plantio atingiu 25,2% da área estimada. Entretanto, a irregularidade das chuvas mantém diferenças na disponibilidade de água entre as regiões produtoras. Os acumulados previstos variam de 20 a 60 milímetros, com maiores volumes nas porções sudoeste e noroeste do Estado.

Em Goiás, a semeadura havia alcançado 7% da área prevista, abaixo da média dos últimos cinco anos, de 8,6%. A previsão de chuva entre 10 e 40 milímetros pode melhorar as condições para o plantio, mas a distribuição irregular das precipitações ainda exige cautela, especialmente nas áreas de sequeiro.

Previsão de chuva exige atenção dos produtores

O INMET prevê volumes diferentes de precipitação entre os estados durante o período analisado. Mato Grosso do Sul deve registrar chuvas mais expressivas, enquanto a irregularidade em Mato Grosso e Goiás pode manter áreas com menor disponibilidade hídrica.

Em Mato Grosso, as temperaturas médias previstas variam entre 26°C e 30°C. O calor aumenta a demanda atmosférica por água e pode acelerar a perda de umidade do solo, principalmente nas áreas que receberem volumes menores de chuva.

Em Goiás e no Distrito Federal, a previsão indica acumulados entre 10 e 40 milímetros, com maiores volumes em áreas do leste e sul goiano. O armazenamento de água no solo deve variar entre 20% e 50% da Capacidade de Água Disponível (CAD). No norte de Goiás, há previsão de valores inferiores a 15%.

Em Mato Grosso do Sul, o armazenamento de água no solo permanece predominantemente entre 60% e 90% nas principais áreas produtoras, condição que favorece o estabelecimento inicial das lavouras.



Umidade do solo influencia a germinação da soja

A quantidade de chuva não é o único fator que determina o momento adequado para a semeadura. A regularidade das precipitações, a temperatura e a água efetivamente disponível na camada onde as sementes são depositadas também influenciam o desenvolvimento inicial das plantas.

Em áreas com baixa reserva hídrica e temperaturas elevadas, uma chuva isolada pode estimular a germinação sem garantir umidade suficiente para a emergência uniforme das plantas. Isso aumenta o risco de falhas no estande da lavoura.

Já nas regiões com precipitações persistentes, o excesso de umidade pode limitar temporariamente o acesso das máquinas às áreas de plantio.

Por isso, o acompanhamento das previsões meteorológicas e dos avisos oficiais é importante para o planejamento das operações agrícolas e para a redução dos riscos durante a implantação da safra.

Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), com dados de acompanhamento da semeadura da Conab.

Precipitação acumulada prevista entre 14 e 21 de outubro de 2026. Fonte: INMET.





COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.