Professores municipais fazem mobilização e cobram valorização em Chapadão do Sul
Ato na Avenida 11 reuniu dezenas de profissionais, que apontaram diferenças salariais, questionaram o cumprimento do piso e pediram diálogo com o poder público.
Divulgação Dezenas de professores da rede municipal de Chapadão do Sul participaram, na terça-feira (29), de uma mobilização na Avenida 11. O ato ocorreu das 17h15 às 17h45, em frente à concessionária Apravel, com reivindicações por valorização profissional, respeito e abertura de diálogo com o poder público.
Entre os pontos apresentados pela categoria estão remuneração, carreira e condições de trabalho. Os professores apontam uma diferença de R$ 1.700 por período em relação aos profissionais da Rede Estadual. Também afirmam que a falta de correção do coeficiente usado na remuneração representa uma perda de R$ 1.282,50.
A categoria questiona ainda o cumprimento do piso do magistério e a valorização dos profissionais no município. Segundo os professores, Chapadão do Sul estaria entre as cidades de Mato Grosso do Sul que não atendem integralmente a essas questões.
Os participantes também apontaram sobrecarga de funções e falta de diálogo com a categoria. Sobre mudanças na legislação municipal, disseram que elas podem prejudicar direitos dos servidores. A Comissão dos Professores Municipais é presidida por Selma Rodrigues de Freitas.
Em publicações anteriores, a Prefeitura informou que a Lei Complementar nº 155/2026 estabeleceu para aquele ano um coeficiente de 1,35 sobre o piso nacional e que a reestruturação da tabela teria resultado em reajuste médio de 9,07%. Em junho, a administração declarou ter concluído o pagamento de diferenças retroativas, conforme cronograma construído com o sindicato e a Comissão dos Professores. Essas informações são anteriores à mobilização de terça-feira e não esclarecem os cálculos apresentados pelos participantes no ato.
Durante a mobilização, os professores defenderam que suas reivindicações sejam ouvidas e discutidas pelo poder público. A categoria pediu a abertura de um canal de diálogo para tratar das demandas e das condições de trabalho na rede municipal.


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