HC-130J dos EUA chama atenção em treinamento militar da FAB em Campo Grande
Aeronave especializada em resgate participa do exercício Tápio 2026 e coloca Mato Grosso do Sul no centro de uma operação conjunta com militares norte-americanos
Reprodução Um dos aviões militares mais especializados da Força Aérea dos Estados Unidos está em Campo Grande participando de uma operação conjunta com a Força Aérea Brasileira. O HC-130J Combat King II integra as atividades do Tápio 2026, exercício que reúne militares e aeronaves em simulações de busca, salvamento e recuperação de pessoal em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul.
A movimentação ocorre nesta quinta-feira (24), último dia previsto para o exercício, que teve atividades desenvolvidas desde agosto. Além da Capital, as operações utilizaram áreas de Aquidauana, Miranda e Bodoquena, permitindo às equipes trabalhar em cenários com diferentes características de terreno.
O HC-130J não está em Mato Grosso do Sul apenas como uma aeronave de transporte. O modelo foi projetado para apoiar missões em que pessoas precisam ser localizadas e retiradas de regiões remotas ou consideradas de risco.
Entre os equipamentos e sistemas disponíveis está a capacidade de reabastecer helicópteros durante o voo. Em uma operação de recuperação, esse recurso pode ampliar o tempo de permanência dos helicópteros na área da missão e reduzir a necessidade de retorno a uma base para abastecimento.
A aeronave também pode transportar equipes e equipamentos, lançar suprimentos e prestar suporte a operações de evacuação. São capacidades que fazem do modelo uma peça voltada especificamente para missões de recuperação de pessoal.
Por que o avião ficou conhecido neste ano
A presença do HC-130J em Campo Grande ganhou uma dimensão adicional por causa do histórico recente do modelo.
Aeronaves dessa categoria foram empregadas no apoio à operação militar dos Estados Unidos que terminou com a captura de Nicolás Maduro, na Venezuela, em janeiro deste ano. O episódio colocou o modelo entre os equipamentos observados por especialistas em aviação militar.
Existe, porém, uma diferença entre dizer que o modelo participou da operação e afirmar que o avião atualmente em Campo Grande é exatamente o mesmo exemplar utilizado naquela missão.
Informações divulgadas por fontes especializadas relacionam diferentes matrículas de HC-130J à operação venezuelana, mas não há confirmação pública suficiente para estabelecer, de forma definitiva, que a aeronave atualmente empregada no Tápio 2026 seja a mesma.
O dado confirmado é a participação de um HC-130J Combat King II da Força Aérea dos Estados Unidos no exercício realizado em Mato Grosso do Sul.
O que está sendo treinado em MS
O Tápio 2026 foi estruturado para colocar em prática procedimentos que podem ser necessários em operações de maior complexidade.
As equipes trabalham com cenários simulados de localização e retirada de pessoas, deslocamento aéreo e atuação coordenada entre diferentes unidades. A utilização de municípios com características geográficas distintas permite variar as condições das missões e ampliar a preparação dos participantes.
A presença norte-americana também permite o intercâmbio de procedimentos entre as duas forças aéreas. Na prática, militares brasileiros e estrangeiros precisam atuar dentro de uma mesma operação, seguindo protocolos e coordenando recursos aéreos e terrestres.
Para Mato Grosso do Sul, o exercício representa ainda uma movimentação expressiva de equipamentos e pessoal especializado. Durante semanas, diferentes áreas do Estado foram utilizadas como ambientes de treinamento militar.
Exercício termina nesta quinta-feira
O Tápio 2026 chega ao encerramento nesta quinta-feira (24), depois de reunir aeronaves, helicópteros e tropas especializadas em uma programação voltada a diferentes tipos de missão.
A participação do HC-130J acrescenta ao exercício uma capacidade específica de recuperação de pessoal e reforça a dimensão internacional da atividade.
Mais do que a presença de uma aeronave de grande porte na Base Aérea de Campo Grande, o treinamento mostra como uma operação de resgate pode envolver aeronaves diferentes, equipes especializadas e coordenação entre forças de países distintos.
É esse tipo de integração que o exercício busca testar em território sul-mato-grossense.


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