Vazio sanitário do algodão começa em Mato Grosso do Sul e segue até novembro

Medida vale para as regiões norte e nordeste do Estado, que concentram mais de 82% da produção de algodão, e busca reduzir a presença do bicudo-do-algodoeiro e outras pragas


Vazio sanitário do algodão começa em Mato Grosso do Sul e segue até novembro

O vazio sanitário do algodão começou nesta terça-feira (15) nas regiões norte e nordeste de Mato Grosso do Sul e seguirá até 30 de novembro. Durante esse período, os produtores devem manter as áreas livres de plantas de algodão, incluindo rebrotas e plantas que permaneceram após a colheita. A medida busca interromper o ciclo de pragas e doenças que podem comprometer a próxima safra.

A importância desse período está diretamente ligada à concentração da produção no Estado. As regiões norte e nordeste respondem por mais de 82% do algodão produzido em Mato Grosso do Sul, fazendo com que o cumprimento do calendário sanitário tenha impacto direto sobre uma parcela significativa da atividade agrícola estadual.

Entre as principais preocupações está o bicudo-do-algodoeiro, uma das pragas que mais exigem atenção dos produtores de algodão. Quando plantas permanecem no campo após o encerramento da safra, elas podem oferecer condições para a sobrevivência e reprodução do inseto, aumentando o risco de infestação no próximo ciclo.

Por isso, o trabalho não termina com a retirada da produção. O período de vazio sanitário exige acompanhamento constante das lavouras e das áreas onde houve cultivo, principalmente para identificar plantas que voltam a surgir depois da colheita.

Um dos pontos de maior atenção é o controle da chamada soqueira do algodão. Plantas remanescentes podem rebrotar e permanecer vivas durante o período em que a cultura deveria estar ausente. Para evitar esse problema, os produtores utilizam diferentes estratégias de manejo, entre elas o controle químico com herbicidas.

As condições de umidade também podem influenciar esse trabalho. A ocorrência de chuvas e a disponibilidade de água no solo favorecem o desenvolvimento de plantas remanescentes, o que aumenta a necessidade de monitoramento das propriedades durante o vazio sanitário.

A preocupação vai além do bicudo. A permanência de plantas de algodão no campo também pode favorecer a continuidade do ciclo de outros organismos associados à cultura. A eliminação dessas plantas, portanto, faz parte de uma estratégia mais ampla de proteção das lavouras e preparação para o próximo período produtivo.

O vazio sanitário do algodão nas regiões norte e nordeste de Mato Grosso do Sul começou em 15 de setembro e termina em 30 de novembro. Durante esse intervalo, as propriedades devem permanecer livres de plantas que possam servir como hospedeiras para pragas e doenças relacionadas à cultura.

O cumprimento do calendário também está relacionado às ações de defesa sanitária vegetal. Produtores que não atenderem às determinações previstas nas normas podem estar sujeitos a medidas administrativas e penalidades financeiras, conforme os procedimentos estabelecidos pelos órgãos responsáveis pela fiscalização agropecuária.

A data de início do vazio sanitário do algodão também marca o encerramento do período destinado ao controle sanitário da soja em Mato Grosso do Sul. O vazio sanitário da soja teve início em 15 de junho e terminou em 15 de setembro, dando lugar a uma nova etapa do calendário agrícola estadual.

Para os produtores, o período entre uma safra e outra representa uma oportunidade importante para realizar o manejo das áreas e reduzir a presença de plantas capazes de manter pragas e doenças no campo. No caso do algodão, o trabalho realizado até 30 de novembro será parte importante da preparação para o próximo ciclo da cultura em Mato Grosso do Sul.




      

 

   






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