Desmatamento ilegal no Cerrado leva MPMS a investigar área em Cassilândia; multas já passam de R$ 100 mil

Área de reserva legal foi desmatada sem licença ambiental; Ministério Público cobra recuperação total e avalia acordo para reparação

Com informações Alessandra Frazão
Desmatamento ilegal no Cerrado leva MPMS a investigar área em Cassilândia; multas já passam de R$ 100 mil Laudo da vistoria

O desmatamento de uma área protegida no Cerrado, em Cassilândia (MS), entrou na mira do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. A suspeita é de supressão ilegal de vegetação dentro de reserva legal, sem autorização ambiental, o que já resultou em multas que somam mais de R$ 100 mil.

A situação veio à tona após fiscalização do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, que identificou o corte de mais de 11 hectares de vegetação nativa. O monitoramento foi feito com apoio de imagens de satélite e confirmado em vistoria técnica no local.

Diante das irregularidades, o órgão ambiental determinou o embargo da área e a paralisação imediata das atividades. Também exigiu uma série de medidas do proprietário, incluindo a apresentação de um plano de recuperação da área degradada, regularização do cadastro rural e compensações ambientais previstas na legislação.

Mesmo com a indicação de que parte dessas exigências já foi cumprida, o Ministério Público decidiu aprofundar a apuração. O objetivo agora é verificar se a recuperação proposta é suficiente para recompor a vegetação e garantir que o dano ambiental seja, de fato, reparado.

Na prática, o impacto vai além da fazenda onde ocorreu o desmatamento. O Cerrado é considerado uma das principais “caixas d’água” do país, responsável por alimentar nascentes e rios que abastecem diversas regiões. Quando áreas protegidas são destruídas, há risco de prejuízos que vão desde a redução da disponibilidade de água até impactos na produção agrícola e no clima local.

Para quem vive no campo, situações como essa também geram preocupação. Produtores que seguem as regras ambientais acabam sendo afetados por práticas irregulares, que podem desequilibrar o uso da terra e aumentar a fiscalização em toda a região.

Durante a investigação, o promotor responsável solicitou documentos da propriedade, notificou o dono da área e abriu a possibilidade de um acordo. Esse tipo de solução, conhecido como Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), pode ser firmado caso haja compromisso formal de recuperar integralmente a área degradada.








O caso segue em análise e deve avançar conforme a avaliação técnica das medidas já adotadas. A expectativa é que, ao final do processo, fique definido se haverá apenas a recuperação ambiental ou também responsabilização judicial pelo dano causado.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.