Gás de cozinha deve subir até 14% no país e já fica mais caro em Mato Grosso do Sul
Aumento no GLP pressiona distribuidoras e começa a chegar ao consumidor; em MS, botijão pode subir até R$ 8
Reprodução O preço do gás de cozinha deve subir até 14% no Brasil, segundo o Sindicato das Empresas Transportadoras e Revendedoras de Gás LP do DF (Sindvargas). O aumento já começa a refletir em estados como Mato Grosso do Sul, onde o consumidor já sente o impacto.
Em MS, o botijão de 13 kg deve ter reajuste de até R$ 8, conforme projeções do setor. O preço, que girava em torno de R$ 115, pode chegar a R$ 120 ou mais, dependendo da região.
Por que o gás está subindo
De acordo com o Sindvargas, o aumento está ligado ao custo de aquisição do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), pressionado por:
oscilações do mercado internacional
modelo de comercialização no Brasil, baseado em leilões
aumento no preço do diesel, que encarece o transporte
O presidente do sindicato, Sérgio Costa, afirma que o setor já opera no limite.
“Vivemos um desequilíbrio preocupante. As revendas continuam garantindo o abastecimento, muitas vezes absorvendo custos, mas isso não se sustenta por muito tempo. Sem reajuste, há risco de inviabilidade para quem atende a população”, alerta.
Reajuste já aparece em outras regiões
Na Bahia, por exemplo, a Acelen aplicou aumento de 15,3% no GLP, elevando o preço do botijão em até R$ 10 para o consumidor final.
A empresa afirma que os valores seguem o mercado internacional, considerando o preço do petróleo, o dólar e custos logísticos.
Fiscalização aumenta em MS
Com a sequência de reajustes, órgãos de defesa do consumidor intensificaram a fiscalização. A Agência Nacional do Petróleo e o Procon monitoram revendedoras para evitar aumentos abusivos.
A orientação é que o consumidor fique atento e pesquise preços, já que os valores podem variar bastante entre estabelecimentos.
Impacto direto no bolso
O gás de cozinha é um item essencial e pesa ainda mais no orçamento das famílias de baixa renda. Pequenos comércios, como restaurantes e lanchonetes, também sentem rapidamente qualquer reajuste.
Há preocupação, inclusive, com programas sociais que ajudam no acesso ao botijão, como iniciativas voltadas à população mais vulnerável.
Como economizar gás no dia a dia
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor recomenda medidas simples para reduzir o consumo:
Verifique vazamentos com espuma de sabão
Mantenha o fogão limpo
Evite vento durante o preparo
Use a boca adequada do fogão
Cozinhe com panelas tampadas
Corte alimentos em pedaços menores
Aproveite melhor o forno
Cenário ainda é de pressão
Com o GLP influenciado por fatores externos, como petróleo e dólar, a tendência é de instabilidade nos preços. Para o consumidor, o momento é de atenção e adaptação no orçamento.




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