Conta de luz pode disparar mais de 12% em MS e apertar ainda mais o bolso da população

Proposta em análise indica aumento muito acima da inflação e deve atingir mais de 1 milhão de consumidores no estado


Conta de luz pode disparar mais de 12% em MS e apertar ainda mais o bolso da população Reprodução

A conta de energia elétrica pode pesar ainda mais no orçamento das famílias de Mato Grosso do Sul. Um reajuste médio de 12,61% está em análise e, se confirmado, deve impactar diretamente consumidores em todo o estado.

O aumento atinge cerca de 1,15 milhão de unidades atendidas pela Energisa em 74 municípios. Na prática, isso significa que a alta deve chegar já nas próximas faturas, com reflexo imediato no dia a dia da população.

Para residências e pequenos comércios, o reajuste previsto é de 12,49%. Já indústrias e grandes empresas, atendidas em alta tensão, devem enfrentar aumento ainda maior, de 12,88%.

Alta bem acima da inflação

O percentual chama atenção por superar com folga a inflação. Dados do IBGE mostram que o IPCA acumulado em 12 meses em Campo Grande ficou em 2,13%.

Na prática, a energia pode subir cerca de seis vezes mais que o custo médio de vida, ampliando a pressão sobre o orçamento das famílias.

Na comparação com o ano passado, o salto é ainda mais expressivo. Em 2025, o reajuste médio foi de apenas 1,33%, o que torna o índice atual quase dez vezes maior.

Impacto vai além das casas

O aumento não fica restrito às residências. Com a energia mais cara, empresas tendem a repassar custos, o que pode encarecer produtos e serviços.

No agronegócio, setor forte em Mato Grosso do Sul, o impacto também preocupa. Energia é essencial para irrigação, armazenagem e processamento, o que pode elevar custos de produção.

Por que a tarifa sobe

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica, o reajuste está ligado principalmente aos custos de distribuição e aos encargos setoriais, que financiam políticas públicas do setor elétrico.

Esses valores são incluídos na tarifa e acabam sendo repassados diretamente ao consumidor.

Decisão ainda será tomada

A decisão final ainda depende da diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica, que deve discutir o reajuste em reunião prevista para o dia 14 de abril.

Até lá, os percentuais podem sofrer ajustes, mas a previsão de alta já acende o alerta para consumidores e setores produtivos no estado.

Como funciona o reajuste

A atualização das tarifas segue regras definidas pela agência reguladora. Em alguns ciclos, é feita uma revisão completa dos custos das distribuidoras. Em outros, ocorre apenas a correção anual, baseada em índices econômicos e encargos do setor.



















Em ambos os casos, entram na conta itens como compra e transmissão de energia, além de tributos e políticas públicas fatores que impactam diretamente o valor final pago pelo consumidor.




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