PSD fecha posição em MS e entra no jogo de 2026 ao lado de Riedel
Partido abre mão de chapa própria, mira reeleição de Nelsinho ao Senado e aposta em aliança para ganhar força no estado
Reprodução O PSD de Mato Grosso do Sul já definiu sua estratégia para 2026: não vai lançar chapa própria e deve caminhar ao lado do governador Eduardo Riedel na próxima disputa eleitoral. O foco do partido será concentrar forças na reeleição do senador Nelsinho Trad, em uma decisão que reposiciona o grupo dentro do tabuleiro político estadual.
O anúncio foi feito neste domingo (22), durante evento internacional realizado em Campo Grande. Na prática, o movimento indica uma mudança de rota: menos pulverização de candidaturas e mais articulação política para garantir espaço em uma aliança competitiva.
A avaliação de Nelsinho é direta. No Mato Grosso do Sul, o peso das relações políticas e das alianças supera a força individual dos partidos. Por isso, a prioridade agora é estar inserido em um bloco com potencial real de vitória, ao invés de investir em chapas próprias com alto risco eleitoral.
Caso se consolide uma composição envolvendo Riedel e o ex-governador Reinaldo Azambuja, o PSD já se coloca dentro desse grupo, sem resistência. A estratégia é clara: somar forças em vez de dividir votos.
Custo alto e risco político travam chapas próprias
A decisão de não montar chapa para deputado estadual passa, principalmente, pelo novo cenário eleitoral. Hoje, formar uma nominata competitiva exige um número elevado de candidatos, estrutura robusta e investimento significativo sem garantia de eleger representantes.
Na leitura do senador, insistir nesse modelo pode resultar em desperdício de recursos e desgaste político. Por isso, o partido opta por concentrar energia em uma disputa mais viável e já estruturada, que é a corrida ao Senado.
Impacto direto em investimentos e no agro
A movimentação do PSD não fica restrita aos bastidores da política. Um alinhamento mais sólido em torno do governo estadual tende a trazer mais estabilidade administrativa fator que pesa diretamente em decisões econômicas.
Setores como o agronegócio, que dependem de logística eficiente, crédito e segurança institucional, costumam reagir melhor em cenários de previsibilidade política. Obras de infraestrutura, expansão de rodovias e atração de novos empreendimentos passam, inevitavelmente, por esse ambiente mais estável.
Em um estado onde o agro é protagonista, esse tipo de articulação pode influenciar desde o escoamento da produção até novos investimentos privados.
Pantanal em evidência internacional
Durante a agenda, Nelsinho também destacou a realização da COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, que reúne representantes de mais de 100 países em Campo Grande.
O evento coloca o Pantanal no centro das discussões globais sobre conservação ambiental, com reflexos diretos para o turismo e para a imagem do estado no exterior. A presença de especialistas e autoridades internacionais reforça a necessidade de políticas que conciliem preservação e desenvolvimento.
Nos bastidores, o movimento do PSD deixa uma mensagem clara: o partido escolheu jogar onde as chances são maiores com menos risco, mais estratégia e olho direto no resultado de 2026.





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