Minas Gerais lidera acidentes com escorpiões no Brasil
País já soma mais de 3,3 milhões de casos em 15 anos e moradores de Chapadão do Sul relatam aumento de escorpiões no Esplanada 1
Escorpiões são os grandes vilões das estatísticas, sendo responsáveis por 55,8% de todos os acidentes no território nacional Arquivo/Agência Brasil Minas Gerais lidera o ranking nacional de acidentes com animais peçonhentos no Brasil, com 592.103 ocorrências registradas entre 2010 e 2024. Os dados acendem um alerta para o crescimento dos casos envolvendo escorpiões, serpentes e aranhas em todo o país e reforçam a preocupação também em Chapadão do Sul, no Mato Grosso do Sul, onde moradores do bairro Esplanada 1 relatam aumento no aparecimento de escorpiões nos últimos dias.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou mais de 3,3 milhões de acidentes com animais peçonhentos nos últimos 15 anos. A taxa de incidência cresceu 146,8% no período, transformando o avanço desses casos em um problema de saúde pública em diversas regiões do país. Somente em 2025, Minas Gerais já contabilizou quase 60 mil registros envolvendo escorpiões, cobras, aranhas e outros animais venenosos.
Os escorpiões aparecem como os principais responsáveis pelas ocorrências no Brasil, representando 55,8% de todos os acidentes registrados nacionalmente. Entre as espécies mais comuns está o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), considerado um dos mais perigosos do país. A espécie possui grande capacidade de adaptação ao ambiente urbano e costuma ser encontrada em locais com acúmulo de lixo, entulhos, terrenos baldios e redes de esgoto.
Especialistas alertam que períodos de calor e umidade favorecem a reprodução desses animais, aumentando a presença deles dentro das cidades e até mesmo em residências. Em Chapadão do Sul, moradores do bairro Esplanada 1 afirmam que a presença de escorpiões aumentou recentemente. Relatos apontam aparecimento dos animais em quintais, calçadas e áreas próximas às casas, gerando preocupação principalmente entre famílias com crianças e idosos.
Apesar dos relatos, até o momento não houve divulgação oficial sobre aumento expressivo de acidentes envolvendo escorpiões no município. Mesmo assim, autoridades de saúde costumam orientar a população a manter quintais limpos, evitar acúmulo de materiais e vedar ralos, portas e frestas para dificultar a entrada dos animais nas residências.
Na região metropolitana de Belo Horizonte, crianças entre um e nove anos aparecem entre as principais vítimas de casos graves envolvendo escorpiões. Entre os sintomas mais comuns após uma picada estão dor intensa, inchaço, suor excessivo, vômitos e alteração dos batimentos cardíacos. Em situações mais graves, o atendimento médico imediato é considerado essencial.
O Ministério da Saúde orienta que, em caso de acidente com escorpião, a vítima procure atendimento médico rapidamente e evite qualquer tipo de tratamento caseiro. Se possível, a recomendação é registrar uma foto do animal para auxiliar na identificação da espécie. A prevenção continua sendo a principal forma de evitar acidentes, especialmente em áreas urbanas onde o aparecimento desses animais tem aumentado nos últimos anos.




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