Conta de luz sobe mais de 12% em Mato Grosso do Sul e aumento já chega nas faturas de maio
Reajuste aprovado pela Aneel atinge 1,17 milhão de consumidores e pressiona orçamento de famílias e empresas no estado
Reprodução A conta de luz vai pesar mais no bolso dos sul-mato-grossenses. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (22) um reajuste médio de 12,11% nas tarifas da Energisa Mato Grosso do Sul. O aumento começa a ser aplicado imediatamente e deve ser sentido principalmente nas faturas de maio, alcançando cerca de 1,17 milhão de consumidores em todo o estado, incluindo Chapadão do Sul.
O reajuste varia conforme o tipo de consumo. Para residências, o aumento médio será de 11,98%, enquanto consumidores de baixa renda terão alta de 11,75%. Já indústrias e grandes comércios, atendidos em alta tensão, enfrentarão reajuste médio de 12,39%.
Na prática, o impacto é direto: uma conta de R$ 200, por exemplo, pode passar para cerca de R$ 224 após o reajuste, dependendo do perfil de consumo.
De acordo com a Aneel, o aumento foi puxado principalmente pelos encargos setoriais — taxas que financiam políticas públicas no setor elétrico — além dos custos com compra e transmissão de energia.
Entre esses fatores, a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) teve papel relevante, com impacto de 2,73% no índice final. O crescimento está ligado a novos subsídios e ajustes previstos na legislação recente.
Aumento poderia ser maior
O percentual aprovado ainda ficou abaixo do inicialmente previsto. Pelos cálculos técnicos, o reajuste poderia chegar a 12,61%.
Para reduzir o impacto imediato, a Energisa adotou o chamado diferimento tarifário, mecanismo que permite adiar parte dos custos para os próximos anos. Com isso, cerca de R$ 21 milhões deixaram de ser cobrados agora, aliviando a tarifa em aproximadamente 0,48 ponto percentual.
Em nota técnica, a Aneel destacou que os custos considerados no processo refletem as variações nos encargos setoriais e nos custos de aquisição de energia, fatores que vêm pressionando as tarifas em todo o país.
Reflexo no dia a dia
O reajuste chega em um momento de pressão sobre o custo de vida e deve impactar tanto consumidores residenciais quanto o setor produtivo.
Em cidades como Chapadão do Sul, onde há forte presença do agronegócio e consumo energético relevante, o aumento pode influenciar diretamente os custos de produção e serviços, com reflexos indiretos na economia local.
A decisão foi aprovada por unanimidade pela diretoria da Aneel e as novas tarifas passam a valer a partir da publicação oficial. Os valores permanecerão em vigor até abril de 2027.
Apesar do alívio parcial neste ano, a tendência é de que parte dos custos adiados volte a pressionar as tarifas nos próximos ciclos, mantendo a conta de luz como um dos principais desafios no orçamento das famílias sul-mato-grossenses.




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