Disputa por deputado estadual em MS começa aberta; líder tem 2,2% e maioria ainda não decidiu voto

Pesquisa revela cenário fragmentado, com muitos nomes abaixo de 1% e mais de 70% do eleitorado indeciso ou inclinado a branco e nulo


Disputa por deputado estadual em MS começa aberta; líder tem 2,2% e maioria ainda não decidiu voto Reprodução

A corrida por cadeiras na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul inicia sem um nome dominante. Levantamento recente mostra que nenhum pré-candidato a deputado estadual ultrapassa 2,2% das intenções de voto na modalidade espontânea, enquanto a maior parte dos eleitores ainda não definiu sua escolha.



Na pesquisa, o deputado estadual Gerson Claro aparece na frente, seguido por Paulo Corrêa e Pedro Caravina, todos com índices baixos e muito próximos. Na sequência surgem nomes conhecidos, como o ex-governador André Puccinelli e parlamentares como Lucas de Lima e Coronel David, também com desempenho discreto.

O cenário geral é de forte pulverização. A lista inclui dezenas de pré-candidatos com menos de 1% das citações, entre deputados, vereadores, ex-prefeitos e lideranças regionais. Esse desenho indica uma disputa aberta, em que o resultado tende a ser definido pela força local de cada candidatura.


O dado que mais chama atenção, no entanto, está fora da disputa direta entre nomes. Segundo o levantamento, 38% dos entrevistados não souberam responder em quem pretendem votar, enquanto outros 35% afirmaram que devem votar em branco ou anular. Na prática, mais de 70% do eleitorado ainda não tem uma decisão consolidada.

Esse comportamento é comum em eleições proporcionais. Diferente das disputas majoritárias, a escolha para deputado estadual costuma ganhar força mais perto do pleito, quando os candidatos intensificam presença nas cidades, ampliam agendas e fortalecem vínculos com lideranças locais.

No interior do Estado, esse fator pesa ainda mais. Em cidades como Chapadão do Sul e outras regiões fora da Capital, o voto muitas vezes é influenciado pela proximidade com o candidato e pela atuação direta em demandas do dia a dia, como saúde, infraestrutura e apoio social.


Com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, a pesquisa aponta um cenário inicial, ainda sujeito a mudanças. A tendência é que o quadro se reorganize ao longo dos próximos meses, conforme as candidaturas ganhem visibilidade e o eleitor comece a se posicionar.










O levantamento foi realizado pelo Instituto Ranking Brasil Inteligência, com 2 mil entrevistas em 30 municípios de Mato Grosso do Sul, e está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MS-09026/2026 e BR-04089/2026.




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